“A única vez que vi o césio foi em 26 de setembro. Meu irmão me mostrou a pedra e perguntou se ela poderia ser usada para fazer um anel. Peguei um pedaço menor que um grão de arroz e esfreguei na palma da mão. Como era dia, não havia nenhum brilho. Ela mais parecia um pedaço de cimento. Oito dias depois, minhas mãos começaram a coçar e incharam. Sentia tonteiras e náuseas” (Odesson Alves Ferreira, 52 anos, presidente da Associação das Vítimas do Césio 137, Goiânia, GO). Em 13 de setembro de 1987, tinha início uma das mais graves contaminações radioativas já vistas no Brasil.
Uma cápsula do isótopo Césio-137, material altamente radioativo, era encontrada por dois catadores de Goiânia, em um ferro-velho. Assim, quimicamente, falamos que o elemento césio é da família dos alcalinos. Possui um único isótopo estável (133Cs) e vários radioisótopos, como por exemplo o 137Cs.
A esse respeito, é verdade que