A vantagem tecnológica da elite política diminuiu de forma drástica em Michigan e Dakota do Sul, assim como no Quênia e na Nigéria.
Dessa perspectiva, podemos compreender tanto o Movimento Verde iraniano como o uso das mídias sociais pelo Estado Islâmico, tanto a Primavera Árabe como a eleição de Donald Trump. O que muitos observadores tomaram por um paradoxo — que as mídias sociais pudessem ter efeitos tão positivos em alguns contextos e efeitos tão negativos em outros — é resultado da mesma dinâmica subjacente: ao empoderar os outsiders, a tecnologia digital desestabiliza as elites governantes no mundo inteiro e acelera o ritmo da mudança.
(Yascha Mounk. O povo contra a democracia, 2019.)
De acordo com a reflexão do autor, as mídias sociais