A velha aposta no crescimento econômico e num futuro promissor para o Brasil assumia, então, a forma de uma crença cega na capacidade individual de “fazer a diferença” contra todos os prognósticos, algo que o jovem presidente [Collor de Mello] já havia transformado em sua marca pessoal. [...] A promessa de modernização mais uma vez se encarnava no fascínio pela indústria e suas máquinas maravilhosas. Para quem não lembra, a vinheta da propaganda política do então candidato Collor mostrava um trem em marcha acelerada rumo ao progresso.
(Maria Eduarda da Mota Rocha. A nova retórica do capital: a publicidade brasileira em tempos neoliberais, 2010.)
O projeto de modernização