(...) a vida social da colônia é, sobretudo, vida de relação civil, própria e exclusiva do convívio do homem com o homem e dos rendimentos e trocas estimulados e entabulados pelas suas atividades particulares.
O Estado português, além de distante e fraco, e por causa dessas condições mesmas, jamais poderia treinar o indivíduo para os mistérios e os sentimentos próprios da vida pública. Largava-o, deixando de antemão que se desenvolvesse por livre iniciativa, ou o abandonava porque desistisse de lutar improficuamente com o súdito em conjuntura tão pouco propícia à sua ação disciplinadora e vigilante.
Fonte: DUARTE, Nestor. A Ordem Privada e a Organização Política Nacional. 2ª edição. São Paulo: Companhia Editora Nacional
Segundo o texto, na sociedade colonial brasileira: