Afinal, eu contrariava suas mandanças. Fossem os naparamas, fosse o filho de Farida: eu não estava a deixar o tempo quieto. Talvez, quem sabe, cumprisse o que sempre fora: sonhador de lembranças, inventor de verdades. Um sonâmbulo passeando entre o fogo. Um sonâmbulo como a terra em que nascera. Ou como aquelas fogueiras por entre as quais eu abria caminho no areal.
(COUTO, Mia. Terra Sonâmbula. São Paulo: Companhia de Bolso, 2018, p. 104)
O título do romance de Mia Couto, Terra Sonâmbula, personifica: