Ainda nos anos 1930, nascia uma outra versão para a ação cabana, agora marcada por um posicionamento político- -marxista. Caio Prado Júnior, de maneira precursora, atribuía aos cabanos da Amazônia do século XIX a prerrogativa de terem sido os únicos revolucionários populares e partidários de ideais libertários que conseguiram tomar o poder. Com este autor, os olhos da historiografia marxista no Brasil se voltaram definitivamente para o movimento de 1835. Os cabanos tornaram-se exemplos de rebeldes primitivos.
(Magda Ricci. Cabanagem, cidadania e identidade revolucionária: o problema do patriotismo na Amazônia entre 1835 e 1840, 2006.)
Tendo em vista a teoria marxista, a expressão “rebeldes primitivos” refere-se ao fato de que