Alfredo Bosi, em História concisa da literatura brasileira, 1994, p. 177, acerca do romance Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, afirma o seguinte:
“Quando o romancista assumiu, naquele livro capital, o foco narrativo, na verdade passou ao defunto-autor Machado-Brás Cubas delegação para exibir, com o despejo dos que já nada mais temem, as peças de cinismo e indiferença com que via montada a história dos homens. A revolução dessa obra, que parece cavar um fosso entre dois mundos, foi uma revolução ideológica e formal: aprofundando o desprezo às idealizações românticas e ferindo no cerne o mito do narrador onisciente, que tudo vê e tudo julga, deixou emergir a consciência nua do indivíduo, fraco e incoerente.”
Assinale a alternativa que melhor estabelece uma relação entre o romance e a análise de Bosi: