Ambiente sustentável: atitudes extremas
Enquanto europeus cobrem pistas de esqui para salvar o pouco de neve que resta nos Alpes, peruanos pintam montanhas de branco para proteger geleiras andinas.
A face mais visível do aquecimento global é o derretimento das geleiras. O aumento das temperaturas – em boa parte, causado por gases do efeito estufa, fruto da ação humana – faz com que o gelo diminua cada vez mais. Na Europa, os Alpes podem perder toda sua cobertura gelada até o fim do século. Nos Andes (América do Sul) e Himalaia (Ásia), a sobrevida dos chamados glaciares deve ser de algumas décadas. Os mantos que cobrem a Antártica e a Groelândia, embora não se possa estimar um prazo, também devem ter destino quente e líquido.
O que deixa os cientistas intrigados é que a redução do gelo vem ocorrendo num ritmo mais rápido do que o aumento das temperaturas globais. Em vez de simplesmente derreter lenta e constantemente, eles sofrem um processo que se retro-alimenta. Em lugares, depois que a cobertura de gelo se vai, as escuras rochas expostas absorvem ainda mais calor, potencializando o derretimento. Foi com esse princípio em mente que o inventor peruano Eduardo Gold teve uma ideia: se o branco absorve menos calor, porque não pintar as rochas dessa cor para refazer uma geleira?
(Fragmento, Revista ISTO É, 03 de novembro de 2010, ano 34, nº. 2138)
O aumento na concentração de dióxido de carbono atmosférico intensifica o efeito estufa, levando ao aquecimento global e consequente derretimento das calotas polares. A concentração de dióxido de carbono ao longo de um dia varia de acordo com a luminosidade. À noite, a concentração é maior, e por volta do meio-dia, a concentração é menor.
Esse fato pode ser explicado na seguinte alternativa: