Analise o fragmento a seguir.
“Ao declarar que Canberra não considerava a China ‘um
adversário’, o último Livro Branco da Defesa Australiana,
publicado em 2013, já tinha assumido o contrapé daquele de
2010 – bastante agressivo em relação a Pequim. A próxima
edição desse documento, prevista para este ano, com certeza não
retomará o tom de 2010. É bem provável que encontremos ali a
noção de ‘Indo-Pacífico’, que traduz a tentativa da Austrália de
ampliar e reequilibrar sua zona de ação geopolítica, incluindo
nela o parceiro indiano. (...) Milhões de cidadãos chineses vivem e
trabalham na Austrália. Conscientes das transformações
regionais em curso e da nova interdependência que elas criam
entre as duas nações, membros das elites australianas defendem
um ‘novo olhar’ sobre a China.”
(ZAJEC, O. A Austrália seduzida pela China. Le Monde Diplomatique Brasil, ano 8, n. 91, fev. 2015, p. 31.)
Esse “novo olhar” australiano sobre a China decorre do seguinte fator regional: