“Andreza a apanhar o peixe subindo na desova. Sabia de um rego, no geral dos lavrados, era peixal de maré e solapo que estrondava cardumes com a Andreza no meio. Ou Andreza punha fogo no tabocal para fazer muçuã sair ou no piri queimando os bichos, que até de rabo queimado fugia o jacaré? Queria fazer como o anú, catar os carrapatos do gado, como catou, um dia, meus mucuins. Quem mais malina? Ia meter pelo olhinho dum caroço de tucumã toda a saudade dela: agora, sim, enterrei neste caroço o inteiro tempo em que andamos juntos, assim, e para sempre, sem dizer água vai. Logo o caroço falava: Eu? Eu que te ligo? Pá! Corria para o pé de um na beira d’água: oi tu aí, pirralho, me apanha do chão, que de dentro de mim te tiro esta menina.”
JURANDIR, Dalcídio. Primeira manhã / Dalcídio Jurandir; Josebel Akel Fares (org.). 2ªed. Belém: EDUEPA, 2009.
O trecho pertence ao romance Primeira manhã de Dalcídio Jurandir. Nele, Alfredo, protagonista da história,