Antes mesmo do indianismo e do regionalismo, a ficção brasileira, desde os anos de 1840, se orientou para outra vertente de identificação nacional através da literatura: a descrição da vida nas cidades grandes, sobretudo o Rio de Janeiro e áreas de influência, o que sobrepunha à diversidade do pitoresco regional uma visão unificadora. Se por um lado isto favoreceu a imitação mecânica da Europa, e portanto uma certa alienação, de outro contribuiu para dissolver as forças centrífugas, estendendo sobre o País uma espécie de linguagem culta comum a todos e a todos dirigida (...), que contrabalança o particular de cada zona.
(Antonio Candido. A educação pela noite. São Paulo: Ática, 1987. p. 203)
Para exemplificar adequadamente as referências iniciais do texto, pode-se associar
I. Machado de Assis ao intento de documentar uma cultura regional.
II. José de Alencar ao propósito de idealizar valores da cultura nativa.
III. Machado de Assis à exaltação do nacionalismo mais exacerbado.
IV. José de Alencar à expressão da diversidade cultural do país.
Atende ao enunciado o que está APENAS em