Antilhanos e africanos originários de territórios sob colonização francesa, em alguns casos, assumiram a cidadania francesa no século XX. Muitos desses eram estudantes de Direito, Engenharia, Letras, vindos da Martinica, do Senegal, da Costa do Marfim, e viviam na capital francesa, Paris. Diante dessa informação e a partir de seus estudos acerca do imperialismo francês e da luta anticolonial, julgue as proposições a seguir e responda como se pede.
I. O imperialismo promovido pela França foi bem sucedido em sua missão civilizatória (os franceses a designavam como Mission Civilisatrice), uma vez que o processo de colonização permitiu a ascensão de pessoas negras à cidadania francesa.
II. Essa presença em solo metropolitano desenvolveu, nos intelectuais africanos e antilhanos, o sentimento de que precisavam rever suas origens e sua condição de negros, uma vez que precisavam provar sua capacidade de pensar, agir e criar.
III. Esses contatos permitiram que intelectuais como Aimé Césaire e Léopold Sédar Senghor construíssem discursos que demonstravam a superioridade das letras e da ciência francesa e que comprovavam a necessidade de implementar o pensamento francês em suas regiões de origem.
IV. Intelectuais como o poeta martinicano Aimé Césaire perceberam que a experiência de ser negro na metrópole era marcada por fortes estereótipos raciais, por isso sua rejeição à assimilação e seu envolvimento na construção do movimento conhecido como Negritude.
V. As experiências vividas por antilhanos e africanos na França provocaram neles o sentimento de que eram, não obstante seus talentos e seu esforço em falar o idioma francês, homens negros, vistos como diferentes pelo olhar do colonizador branco.
Estão CORRETAS, apenas, as afirmativas