Antônio continuava admirado com a evolução dos objetos. A televisão era em cores e o que ela transmitia ia substituindo a realidade. Mensagens eram jogadas para o alto, quicavam em satélites artificiais e voltavam para cair no ponto do planeta que se quisesse. As balas acertavam os alvos sozinhas, os trens andavam por debaixo da terra e os humanos ricos viviam cada vez mais, substituindo órgão com defeito por similares de plástico. [...]
Só o que não evoluía era a mesquinharia da maioria dos humanos, principalmente dos ligados ao poder.
Política deve ser uma tendência ruim que a pessoa tem.
A pílula anticoncepcional liberava o sexo.
As roupas diminuíam de tamanho. As drogas rolavam apesar de todos serem contra.
JAF, Ivan. O vampiro que descobriu o Brasil. Memórias de sangue. 6.ed. São Paulo: Ática, 2007. p. 98.
Na sua procura do Velho, o vampiro que tirou sua condição humana, o taverneiro Antônio Brás parte de Lisboa para o Brasil e vê sua história se entrecruzar com a desse país. Pelas informações contidas nesse fragmento, é impossível