Ao comparar mapas feitos a partir de imagens de satélites e por simulação de computador, a arquiteta e urbanista Alessandra Prata Shimomura verificou que a temperatura média anual do centro de Campinas está três graus Celsius mais alta do que 10 anos atrás. Mapas de temperatura e de vento permitem uma revisão das estratégias de planejamento urbano, ao indicar as regiões que ficariam mais agradáveis com mais árvores para fazer sombra para os pedestres e as que deveriam ser poupadas de prédios altos demais ou muito próximos, que bloqueiam a circulação do ar, um fenômeno climático pouco lembrado, mas relacionado ao conforto e à saúde das pessoas.
(Carlos Fioravanti. “Para mudar os ares”. Pesquisa Fapesp, outubro de 2014. Adaptado.)
O fenômeno climático citado no excerto, que compara as temperaturas encontradas em áreas centrais e periféricas, corresponde