Aos judeus, proibiam-se pouco a pouco as atividades produtivas que hoje chamaríamos de “primárias” ou “secundárias”. Além de algumas profissões “liberais” como a medicina (por muito tempo desprezadas pelos cristãos, que abandonavam a outros os cuidados com um corpo tratado, no caso dos ricos e poderosos, pelos médicos judeus, e, nos demais casos, pelos curandeiros “populares”, ou deixado à mercê da natureza), não restava aos judeus senão a reprodução do dinheiro, ao qual, precisamente, o cristianismo recusava toda a fecundidade.
(Jacques Le Goff. A bolsa e a vida, 2007. Adaptado.)
Ao tratar da Europa Medieval, o historiador indica