Aos poetas clássicos
Poetas niversitário,
Poetas de Cademia,
De rico vocabularo
Cheio de mitologia;
Se a gente canta o que pensa,
Eu quero pedir licença,
Pois mesmo sem português
Neste livrinho apresento
O prazê e o sofrimento
De um poeta camponês.
(Patativa do Assaré, http://www.bahai.org.br/cordel/assare2.html)
Nesse poema, o autor lança mão de recursos linguísticos que contrariam a língua padrão. Em “vocabularo” e “prazê”, Patativa do Assaré se vale de traços