Apesar da convicção de comentaristas contemporâneos de que a maioria dos jovens franceses era despolitizada, estudantes acalentavam queixas que, se não eram convencionalmente “políticas”, poderiam rapidamente converter-se em políticas. Uma fonte de ressentimento era a proibição de que estudantes do sexo masculino e do sexo feminino visitassem os halls de dormitórios uns dos outros à noite. Isso vinha provocando protestos esporádicos em vários campi. Mais velha do que a massa de estudantes, havia também uma minoria de líderes estudantis altamente politizados pela Guerra da Argélia.
(Julian Jackson. Charles de Gaulle: uma biografia, 2020.)
A revolta estudantil de maio de 1968 na França, apesar de ter se propagado para fora do país, foi provocada por fatores particulares à sociedade francesa, tais como: