Apesar da melhora dos indicadores sociais no decorrer das últimas décadas, a cidade de São Paulo segue apresentando gritantes desigualdades socioterritoriais, fruto de um padrão de desenvolvimento urbano excludente, orientado pela lógica do mercado, e não pelo bem comum.
O Mapa da Juventude da Cidade de São Paulo, de iniciativa da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo e elaborado pela Unicamp em 2014, reitera as diferenças entre os territórios da cidade, com as zonas centrais sempre apresentando melhores indicadores em todos os itens mensurados: educação, condições da habitação, trabalho, renda, violência, saúde etc. Às desigualdades territoriais se somam desigualdades de gênero e, sobretudo, de raça e cor da pele, compondo um quadro de múltiplas segregações que demarcam a (...) cidade e os desafios que se colocam para torná-la mais justa e democrática.
Anna Luiza Salles Souto. Segregação socioterritorial, juventude e direito à cidade. Disponível em: <http://www.diplomatique.org.br/edicoes_ especiaisartigo.php?id=139>. Acesso em: 10 abr. 2016.
O padrão de desenvolvimento de São Paulo provoca: