As células do câncer não param de se dividir. Em alguns tipos de câncer, isso acontece porque os oncogenes, que sinalizam para o avanço nos pontos de verificação do ciclo celular, estão sendo continuamente expressos, ao passo que os genes supressores de tumor, que inibem a progressão, estão silenciados. Portanto, quando um grupo de pesquisadores observou um padrão de silenciamento gênico nas células do câncer de mama, eles se perguntaram se poderiam intervir. Se os genes tivessem sido silenciados pelo resultado da metilação do DNA, ou da desacetilação das histonas, talvez os pesquisadores pudessem induzir a expressão dos genes por meio da reversão da metilação do DNA e/ou da desacetilação das histonas. Lembre-se de que a DNA metiltransferase adiciona grupos metilas às citosinas do DNA, ao passo que uma desmetilase catalisa a reação reversa. A metilação das regiões promotoras no DNA inibe a expressão gênica; a desmetilação a ativa. Lembre-se, também, de que a cromatina pode passar por um remodelamento, à medida que as histonas sofrem a acetilação, ou desacetilação, reversível dos resíduos de lisina. A acetilação das histonas ativa a expressão gênica; a desacetilação inibe a expressão gênica.
Com isso em mente, os pesquisadores decidiram tratar células do câncer de mama com dois inibidores diferentes: AZA, um composto que inibe a DNA metiltransferase; e TSA, um composto que inibe a histona desacetilase. Eles observaram os efeitos de ambos os inibidores, primeiro separadamente e, depois, juntos (ver gráfico abaixo), sobre o crescimento das células do câncer.
O que os dados sugerem sobre os papéis da metilação do DNA e da desacetilação das histonas na expressão gênica dessa linhagem celular?