As condições que se apresentavam para a elite escravista no início do século XIX impuseram o compromisso com a construção de um Estado com hegemonia sobre o território luso-americano. [...] Primeiro, porque era o único capaz de preservar a ordem interna, frequentemente ameaçada por revoltas tanto de escravos quanto de homens livres pobres. Segundo, porque só um Estado forte poderia enfrentar as pressões inglesas para acabar com o tráfico negreiro.
(Miriam Dolhnikoff. “Elites regionais e a construção do Estado nacional”. In: István Jancsó (org.). Brasil: formação do Estado e da Nação, 2003.)
A historiadora argumenta que