As construções custam caro e geram dívidas. De uma casa para um país, o salto é enorme. O crescimento econômico do Brasil quase sempre foi sustentado com base em endividamentos do Estado e das empresas privadas. Assim, a construção de infraestrutura urbano-industrial, além do financiamento da produção e do consumo, dependeu basicamente de empréstimos de curto, médio e longo prazos. Deste modo, foram construídas obras como a usina hidrelétrica de Itaipu, a termonuclear de Angra dos Reis, a ponte Rio-Niterói e a rodovia Transamazônica. A economia precisava crescer para poder pagá-las.
Depois dos anos do chamado “Milagre econômico” (1967-74), em plena ditadura militar, a dívida que era de 5 bilhões de dólares pulara para 20 bilhões, em 1975. Na hiperinflação dos anos 1980, a dívida chegou na casa dos 100 bilhões de dólares, alcançando 129 bilhões em 1995. Novos empréstimos pagavam os antigos empréstimos, numa bola de neve crescente.
Hoje, a dívida externa total está estimada em cerca de 200 bilhões de dólares, embora o país tenha crescido e criado, na última década, reservas internacionais positivas em torno de 240 bilhões. Um fato considerável – o que não significa que superamos a má distribuição de renda e a falta de cidadania para a maioria dos brasileiros.
(Fontes: ADAS, Melhem. Panorama geográfico do Brasil. São Paulo: Moderna, 1999, e BANCO CENTRAL DO BRASIL, http://www.bcb.gov.br Acesso em: 08.03.2010.)
Assinale a alternativa que contenha uma conclusão válida sobre o texto.