(...) As divisões entre cada estado visavam apenas os interesses econômicos, sem respeitar diferenças étnicas, linguísticas ou religiosas dos povos locais. Para manter a dominação sobre esses Estados improvisados, os colonizadores utilizaram a velha tática de dividir para governar: aliciaram grupos nativos, transformando-os em leões de chácara das metrópoles europeias. Em Ruanda, por exemplo, os franceses favoreceram a etnia tutsi. Quando a colônia passou ao domínio belga, os beneficiados foram os hutus. Resultado: após a independência, os dois grupos mergulharam num conflito que resultou no genocídio de 1994, quando cerca de 800 mil tutsis foram massacrados.
Disponível em: https://super.abril.com.br. Acesso em: 14 set. 2020 (adaptado).
O genocídio ocorrido em Ruanda é considerado como uma resultante