“As hipóteses arqueológicas mais consolidadas sugerem que os índios da família linguística tupi-guarani, originários da Amazônia, se expandiam lentamente pelo Brasil. Depois de um crescimento populacional na floresta amazônica, teriam enfrentando alguma adversidade ambiental, como uma grande seca, que os empurrou para o Sul. À medida que se expandiram, afugentaram tribos então donas da casa. Por volta da virada do primeiro milênio, enquanto as legiões romanas avançavam pelas planícies da Gália, os tupis-guaranis conquistavam territórios ao sul da Amazônia, exterminando ou expulsando inimigos. Índios caingangues, cariris, caiapós e outros da família linguística jê tiveram que abandonar terras do litoral e migrar para planaltos acima da Serra do Mar. [...] Não se sabe exatamente quantas pessoas viviam no atual território brasileiro – as estimativas variam muito, de 1 milhão a 3,5 milhões de pessoas, divididas em mais de duzentas culturas. Ainda demoraria alguns séculos para essas tribos se reconhecerem na identidade única de índios, um conceito criado pelos europeus. Naquela época, um tupinambá achava um botocudo tão estrangeiro quanto um português”.
(NARLOCH, Leandro. Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil. São Paulo: Leya, 2011, p. 36-37).
“Os tupinambás habitam defronte da citada grande serra, bem junto ao mar; mas também além da montanha se estende o seu território por cerca de sessenta milhas. No rio Paraíba, que nasce nesta serra e corre paralelo à costa, desembocando então no mar, têm eles também terra, que habitam, beirando uma região de vinte e oito milhas de comprimento. São acossados de contrários por todos os lados. Ao norte é sua vizinha uma tribo de gentios chamados guaitacás. São-lhes adversos. Seus inimigos ao sul chamam-se tupiniquins; os que habitam mais ao interior são chamados carajás; próximos deles, na serra, vivem os guaianás, e entre ambos há ainda uma outra tribo, os maracajás, pelos quais são muito perseguidos. Todas estas tribos se guerreiam entre si, e, quando alguém apanha um inimigo, come-o”.
(STADEN, Hans. Duas Viagens ao Brasil. São Paulo: Edusp, 1974, p. 154).
“Os tupinambás habitam defronte da citada grande serra, bem junto ao mar; mas também além da montanha se estende o seu território por cerca de sessenta milhas. No rio Paraíba, que nasce nesta serra e corre paralelo à costa, desembocando então no mar, têm eles também terra, que habitam, beirando uma região de vinte e oito milhas de comprimento. São acossados de contrários por todos os lados. Ao norte é sua vizinha uma tribo de gentios chamados guaitacás. São-lhes adversos. Seus inimigos ao sul chamam-se tupiniquins; os que habitam mais ao interior são chamados carajás; próximos deles, na serra, vivem os guaianás, e entre ambos há ainda uma outra tribo, os maracajás, pelos quais são muito perseguidos. Todas estas tribos se guerreiam entre si, e, quando alguém apanha um inimigo, come-o”.
(STADEN, Hans. Duas Viagens ao Brasil. São Paulo: Edusp, 1974, p. 154).
Considerando os dois trechos acima, assinale a assertiva CORRETA: