As malformações congênitas, dentre elas a microcefalia, têm etiologia complexa e multifatorial, podendo ocorrer em decorrência de processos infecciosos durante a gestação. As evidências disponíveis até o momento indicam fortemente que o vírus Zika está relacionado à ocorrência de microcefalias. No entanto, não há como afirmar que a presença do vírus Zika durante a gestação leva, inevitavelmente, ao desenvolvimento de microcefalia no feto. A exemplo de outras infecções congênitas, o desenvolvimento dessas anomalias depende de diferentes fatores, que podem estar relacionados à carga viral, fatores do hospedeiro, momento da infecção ou presença de outros fatores e condições, desconhecidos até o momento. Por isso, é fundamental continuar os estudos para descrever melhor a história natural dessa doença. Evidências mostram a constatação da relação de infecção pelo vírus Zika com quadros graves e óbitos, a partir da identificação de casos que evoluíram para óbito em estados diferentes e ambos com identificação do RNA viral do Zika e resultados negativos para os demais vírus conhecidos, como dengue, chikungunya entre outros (Brasil, 2015). Em relação às características estruturais e a replicação dos vírus pode-se afirmar:
I. Os vírus apresentam ausência de organização celular, portanto são parasitas intracelulares obrigatórios.
II. Nos vírus, o conjunto formado pelo capsídeo e ácido nucléico é denominado nucleocapsídeo.
III. O material genético dos vírus é constituído apenas por RNA, e uma vez no interior da célula hospedeira passa a comandar a reprodução celular.
IV. Os ácidos nucléicos virais podem sofrer mutações e originar novos tipos de vírus.
V. Para que o vírus penetre em uma célula deve haver interação das proteínas virais, com as proteínas receptoras presentes na membrana nuclear das células.
Está (ão) correta(s) as afirmativas: