As primeiras tentativas de unir a Química e a restauração de obras de arte começaram no século XVIII. Grandes cientistas como Pasteur, Bertholet, Humphry Davy e Faraday foram os precursores. Bertholet chegou a ser requisitado por Napoleão Bonaparte para realizar restaurações em obras encontradas no Egito.
Os restauradores acreditavam que os cientistas não possuíam sensibilidade para tratar a obra de arte com respeito, por esse motivo os evitavam. “Isso acabava encontrando razão, pois muitas vezes as intervenções dos químicos foram desastrosas. Humphry Davy, por exemplo, acabou destruindo vários pergaminhos ao tentar restaurá-los”, revela o pesquisador Prof. Dr. João Cura.
“Infelizmente, o passo mais importante para essa união foram as guerras mundiais. A destruição de monumentos e obras artísticas pelos bombardeios e ataques de exércitos gerou um forte sentimento de que eles deveriam ser preservados e todos os esforços para isso, oriundos de qualquer área, seriam importantes”, complementa o pesquisador.
A Arte e a Ciência estão interligadas e devem caminhar juntas. “A divisão do conhecimento em disciplinas existe apenas para facilitar o estudo. Não existe um planeta ‘Química’, ou um planeta ‘História’. Precisamos saber sobre artes e sobre exatas. O conhecimento de uma não elimina a outra”, diz.
O professor conclui citando uma frase do cientista francês Henri Poincaré: “O cientista não estuda a natureza porque ela é útil; estuda-a porque se delicia com ela, e se delicia com ela porque ela é bela. Se a natureza não fosse bela, não valeria a pena conhecê-la e, se não valesse a pena conhecê-la, não valeria a pena viver”.
(http://tinyurl.com/nk75ws7 Acesso em: 31.07.2014. Adaptado)
De acordo com o texto, é correto o que se afirma em: