Às vezes, textos publicados em periódicos da imprensa apresentam alguma impropriedade gramatical. É o que acontece no excerto de uma entrevista intitulada Marilena Chauí no Espaço Cult:
Pensadora lança livros, participa de bate-papo, fala sobre sua obra, as manifestações e o Black Bloc..
Para Marilena Chauí, os protestos observados no Brasil a partir de junho de 2013 não configuram (1) uma retomada dos movimentos sociais, tampouco carregam as características libertárias de 1968. A pensadora acredita que os movimentos existentes em meados dos anos 1970 até meados dos anos 1990, no país, foram capazes de ressaltar os novos sujeitos políticos que entraram em cena. “Eles valorizavam a política, visavam produzir uma transformação, trouxeram um saldo organizativo para a sociedade e para a política brasileira. Inovaram (2) na forma de fazer política. Eu não vejo isso hoje”, afirma.
Hoje, os movimentos estariam diluídos no interior de uma massa que, de acordo com ela, é trabalhada pela mídia como se fosse única, homogênea: a juventude. Ignora-se (3) as divisões de classe, econômicas, sociais, políticas ou culturais. “Por um lado, os movimentos atuais se caracterizam pela dispersão e pela ideia de que o evento da manifestação em si esgota a ação social, a ação política. Termina (4) ali. Não produz um saldo de pensamento, de organização e de historicidade para a sociedade.” Estes estariam, ainda, ligados à institucionalidade, uma vez que dirigem suas demandas ao Estado – ao contrário do ocorrido na França e nos Estados Unidos, em 1968, quando as transformações se davam (5) no interior da sociedade, pois a figura do Estado era completamente rejeitada.
Fonte: Adaptado de: http://revistacult.uol.com.br. Acesso em: 11 de set. 2013.
Há uma impropriedade quanto à concordância verbal do verbo indicado pelo número: