Assim no campo como na cidade, no negócio como em casa, o escravo é onipresente. Torna-se muito restrito o terreno reservado ao trabalho livre, tal o poder absorvente da escravidão. E a utilização universal do escravo nos vários misteres da vida econômica e social acaba reagindo sobre o conceito do trabalho. “Como todas as obras servis e artes mecânicas são manuseadas por escravos”, dirá um observador perspicaz como o português Luís dos Santos Vilhena, que chegou na Bahia em 1787 e aí faleceu em 1814, “poucos são os mulatos, e raros os brancos que nelas se querem empregar”.
(Caio Prado Júnior. Formação do Brasil contemporâneo: colônia, 2008. Adaptado.)
A partir do texto, pode-se inferir que