Assim que a União Soviética adquiriu armas nucleares, as duas superpotências claramente abandonaram a guerra como instrumento de política, pois isso equivalia a um pacto suicida. Infelizmente, a própria certeza de que nenhuma das superpotências iria de fato querer apertar o botão nuclear tentava os dois lados a usar gestos nucleares para fins de negociação, ou (nos EUA) para fins de política interna, confiantes em que o outro tampouco queria a guerra.
(Eric J. Hobsbawm. Era dos extremos, 1998. Adaptado.)
O historiador refere-se a um período específico da história contemporânea (1947-1989), durante o qual