“Atos consumistas para manter a reversão emocional entre trabalho e família. Expostos a um bombardeio ininterrupto de publicidade por uma média diária de três horas de televisão, os trabalhadores são persuadidos a ‘necessitar’ de mais coisas. E para comprar aquilo de que agora necessitam, eles precisam de dinheiro. Para ganhar dinheiro, trabalham mais horas. Estando longe de sua casa tantas horas, compensam sua ausência com presentes que custam dinheiro. Eles materializam o amor. E assim o ciclo se perpetua.”
(BAUMAN, Zygmunt. A ética é possível num mundo de consumidores? – Rio de Janeiro: Zahar, 2011. p.79)
Para Zygmunt Bauman, essas considerações se referem a qual período?