Barcos atracados, pequenas plantações e casas de barro que fazem parte do típico cenário das comunidades ribeirinhas e barranqueiras, e ainda resistem ao tempo, no Norte de Minas. Mas, cada vez mais, elas convivem com o aumento da degradação do rio e seu entorno. O relato faz parte da experiência que teve o professor Cássio Alexandre Silva, da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), ao descer o leito do Rio São Francisco por quase 300 quilômetros, durante sete dias, entre julho e agosto.
O resultado da expedição, que percorreu 282 quilômetros entre as cidades de Pirapora e Januária, pode ser visto na exposição “Amigos do Velho Chico: Olhares Atentos, Naturezas das Geograficidades no Sertão dos Gerais Mineiro”, organizada pelo pesquisador. (...)
Nas imagens selecionadas para a exposição, há flagrantes de bombeamentos de água em grande escala para propriedades rurais e agroindústria, corte de lenhas em série, além de grandes bancos de areia e grandes áreas às margens, que deveriam ser de mata ciliar, totalmente desprotegidas ou com árvores e vegetação de pequeno ou, no máximo, médio porte. (...)
“O processo de degradação está cada vez mais acelerado”, revela o professor. (...)
“Fica mais uma vez o alerta de como estamos perdendo o rio aos poucos”, conclui Cássio.
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Novo Jornal de Notícias – 18.9.2019 (com adaptação)
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