Beneficiados pela aquisição de capacidade tributária, legislativa e coercitiva, os grupos regionais acabaram por aceitar, em certo grau, os novos padrões de comportamento político impostos pelo Estado. Fosse para atender a demandas específicas da região como, por exemplo, a necessidade de estradas, fosse para satisfazer anseios generalizados, [...] os grupos regionais acabaram envolvendo-se de fato na construção do Estado nacional.
(Miriam Dolhnikoff. “Elites regionais e a construção do Estado nacional”. In: István Jancsó (org.). Brasil: formação do Estado e da Nação, 2003.)
O texto menciona as relações entre os grupos sociais das províncias com o poder monárquico brasileiro ao longo do século XIX, acentuando