Blasfemando da religião, falsificando as palavras do Homem-Deus. Esses suplícios, essas carnificinas, sejam ordenadas pela mão dos reis, dos povos ou dos pontífices, são sempre nocivas à religião. O fanatismo, que é o excesso da fé, produz a intolerância e a ferocidade; mas a violência não converte, escandaliza; não é revoltando o espírito que se subjuga o coração. O inquisidor e o jesuíta dominam esta pobre terra, são dois sistemas em que Deus é sempre ludibriado. O povo, mais supersticioso e fatalista do que o religioso, crê, mas não sabe discutir as suas crenças, e facilmente se deixa arrastar pelo terror
Castro, A. (1905). Dramas da Corte. Lisboa: Parceria A. M. Pereira Livraria Editora, p. 25.
O trecho sublinhado por ser substituído, sem prejuízo de sentido, por