Bopp estranhou que as mulheres tivessem todas o mesmo nome. Jean-Pierre sorriu e lhe disse que originalmente não tinham. A única verdadeira Clodiá era a branquinha, a mais velha das quatro, que viera para a Amazônia com Jean-Pierre havia mais de vinte anos. As índias, que eram as mais novas, ele conhecera na floresta e se apropriara delas já fazia algum tempo. A oriental, ele trouxe da China, quando visitara o país no ano anterior. Não se lembrava mais como se chamavam as índias e a chinesa: os nomes eram muito complicados. Disse que passara a chamá-las Clodiá para não correr o risco de trocar os nomes. [...]. Assim era mais simples e prático e evitava aborrecimentos desnecessários. Essa variedade de nomes não leva a nada, serve apenas para deixar os homens confusos, disse ainda, acrescentando que o homem de hoje já tem preocupações suficientes para ocupar sua mente.
STIGGER, Veronica. Opisanie Świata. São Paulo: SESI-SP, 2018. p. 124-125.
O trecho põe em evidência, de modo irônico,