“Bruxas e feiticeiros reuniam-se à noite, geralmente em lugares solitários, no campo ou na montanha. Às vezes, chegavam voando, depois de ter untado o corpo com unguentos, montando bastões ou cabos de vassoura; em outras ocasiões, apareciam em garupas de animais ou então transformados eles próprios em bichos. Os que vinham pela primeira vez deviam renunciar à fé cristã, profanar os sacramentos e render homenagem ao diabo, presente sob a forma humana ou (mais frequentemente) como animal ou semianimal. Seguiam-se banquetes, danças, orgias sexuais”.
(GINZBURG, Carlo. História noturna. São Paulo: Companhia das Letras, 2012, p.4)
As representações e construção de preconceitos sobre a prática e os praticantes de feitiçaria na Europa da Idade Moderna foram favorecidas pelo ideário católico e pelo