Cada cidade-Estado tinha suas divindades protetoras e a blasfêmia contra elas era crime de morte, cuja punição incumbia ao governo, exatamente como a de qualquer outra ofensa civil ou criminal. Antes do início das deliberações da assembleia popular ateniense, determinados sacerdotes imolavam porcos no altar, com cujo sangue traçavam um círculo sagrado à volta do povo reunido. Em Roma, antes de uma batalha ou de uma atividade pública importante, eram consultados os auspícios e realizados sacrifícios. No entanto, a religião não servia para apoiar individualmente um dado magistrado ou uma dada decisão coletiva.
(Ciro Flamarion S. Cardoso. A cidade-Estado antiga, 1990. Adaptado.)
Ao tratar da Antiguidade Clássica, o historiador refere-se