Cada igreja de algum renome dispunha de um tesouro que, ao mesmo tempo em que aumentava a pompa do culto, formava uma farta economia. Em caso de necessidade, bastava mandar fundir algumas peças de ourivesaria para fabricar moedas. Os tesouros monásticos eram requisitados em tempo de fome, principalmente. Para os senhores da vizinhança, que precisavam encontrar, a preço de ouro, os víveres indispensáveis, desempenhavam o papel de verdadeiros estabelecimentos de crédito. Antecipavam os fundos necessários, contando que o devedor empenhasse uma extensão territorial que garantisse o pagamento da sua dívida.
(Henri Pirenne. História econômica e social da Idade Média, 1982. Adaptado.)
O excerto refere-se à Igreja católica na sociedade medieval europeia, caracterizada por uma economia rural sem significativos mercados externos.
Nessas condições, a Igreja