Cadê você meu país do Nordeste
que eu não vi nessa Usina Central Leão de minha terra?
Ah! Usina, você enguliu os banguezinhos do país das Alagoas!
(...)
Cadê a sua casa-grande, banguê, (...)
cadê seus quilombos com seus índios armados de flecha,
com seus negros mucufas que sempre acabam vendidos,
tirando esmola para enterrar o rei do Congo?
(Jorge de Lima. Obra completa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1958, p. 352-353)
Esses versos têm apoio emocional em referências históricas nacionais, uma vez que neles o poeta demonstra
I. sua nostalgia, ao verificar que os velhos engenhos dão lugar a processos modernos de fabricação do açúcar.
II. seu entusiasmo, diante da emancipação e da afirmação econômica dos negros africanos.
III. sua surpresa, diante da desaparição de elementos que caracterizavam nosso velho processo colonial.
Atende ao enunciado o que se afirma SOMENTE em