“Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos
Alua, tal qual a dona do bordel,
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel
E nuvens, lá no mata-borrão do céu,
Chupavam manchas torturadas, que sufoco!
Louco, o bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil pra noite do Brasil.
Meu Brasil.
Que sonha com a volta do irmão do Henfil.
Com tanta gente que partiu num rabo de foguete.
Chora a nossa pátria mãe gentil,
Choram Marias e Clarisses no solo do Brasil.
Mas sei que uma dor assim pungente
Não há de ser inutilmente, a esperança
Dança na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha pode se machucar
Azar, a esperança equilibrista
Sabe que o show de todo artista
Tem que continuar...”
O Bêbado e A Equilibrista (João Bosco / Aldir Blanc – 1979) Intérprete: Elis Regina
Composta em 1979, essa canção tornou-se um dos símbolos da luta pela Anistia Ampla Geral e Irrestrita. Dentre os objetivos do movimento nacional pela Anistia, estavam:
I- a liberdade para todos os presos e perseguidos políticos, a volta dos exilados e banidos e a recuperação dos direitos políticos de quem os teve cassados ou suspensos.
II-o desmantelamento do aparelho de repressão política do Estado e o fim da legislação repressiva e das torturas.
III- a liberdade de organização e de manifestação no país.
IV- a impunidade dos excessos cometidos pelos torturadores e agentes do Estado repressor que não poderiam ser responsabilizados judicialmente pelos atos cometidos durante o período de exceção.
Assinale a alternativa correta.