CANÇÃO PEREGRINA
I
Eu canto a dor
desde o exílio
tecendo um colar
de muitas histórias
e diferentes etnias
II
Em cada parto
e canção de partida,
à Mãe Terra, peço refúgio
ao Irmão Sol, mais energia
e à Irmã Lua peço licença poética
para esquentar tambores
e tecer um colar
de muitas histórias
e diferentes etnias.
III
[...]
IV
[...]
V
Eu tenho um colar
de muitas histórias
e diferentes etnias.
Se não me reconhecem, paciência.
Haveremos de continuar gritando
a angústia acumulada
há mais de 500 anos.
VI
E se nos largarem ao vento?
Eu não temerei,
não temeremos,
pois Antes do exílio
nosso irmão Vento
conduz nossas asas
ao círculo sagrado
onde o amálgama do saber
de velhos e crianças
faz eco nos sonhos
dos excluídos.
VII
Eu tenho um colar
de muitas histórias
e diferentes etnias.
GRAÚNA, Graça. Canção peregrina. In: Antologia indígena. Mato Grosso: SEC; Inbrapi; Nearin, 2009. p. 27-28. Disponível em: http://www.indio-eh-nos. eco.br/2017/11/21/cancao-peregrina-de-gracagrauna/. Acesso em: 24 Maio 2022.
Após a leitura do texto “Canção peregrina”, avalie as afirmativas a seguir.
I - O assunto principal do poema é a união entre diferentes etnias que viveram histórias semelhantes.
II - Na segunda estrofe, o eu poético faz referências ao começo e ao fim da vida.
III - O eu poético apresenta algumas reações em diferentes momentos da sua vida.
IV - O eu poético expressa a dor dos que se sentem excluídos há mais de 500 anos.
É correto apenas o que se afirma em: