Carta a uma jovem que, estando em uma roda em que dava aos presentes o tratamento de “você”, se dirigiu ao autor chamando-o “o senhor”:
Senhora –
Aquele a quem chamastes senhor aqui está, de peito magoado e cara triste, para vos dizer que senhor ele não é, de nada, nem ninguém.
Bem o sabeis, por certo, que a única nobreza do plebeu está em não querer esconder sua condição e esta nobreza tenho eu. Assim, se entre tantos senhores ricos e nobres a quem chamáveis “você” escolhestes a mim para tratar de “senhor”, é bem de ver que só poderíeis ter encontrado essa senhoria nas rugas de minha testa e na prata de meus cabelos (...).
(BRAGA, Rubem. A borboleta amarela.)
Sobre o texto, são feitas as seguintes afirmativas:
I. O tema constitui uma situação de variação linguística contextual/situacional.
II. A forma de expressão usada pelo autor da carta evidencia um tratamento diferenciado, centrado na 2ª pessoa do plural, incomum entre os usuários do português no Brasil.
III. A intenção do narrador foi a de diferenciar a comunicação, visto que a jovem se dirigira a ele de maneira formal, numa situação em que as pessoas presentes eram tratadas informalmente.
É correto o que se afirma em: