“Cícero Dantas Martins (1838-1903), barão de Jeremoabo, foi um homem público de considerável influência [...]. Dificilmente alguém poderia disputar-lhe o posto de maior proprietário fundiário da região de Canudos. Suas 61 fazendas espalhavam-se pelos municípios baianos [...]. Vários de seu sangue desempenhavam algum papel. Um sobrinho, João Dantas de Magalhães, era médico do exército e exerceu suas funções na campanha [contra Canudos], tendo o barão lhe confiado carros de boi para ajudar no transporte dos feridos. [...] Um primo, Genes Martins Fontes, era juiz em Monte Santo, e seu irmão Paulo Fontes ocupava idêntico posto; ambos possuíam várias fazendas perto de Canudos. Outro primo, Antônio Ferreira de Brito, era chefe político em Pombal, ameaçada pelo conselheiristas. Mais um, Sebastião de Sousa Dantas, fora promotor em Monte Santo, e seria deputado federal [...]. Outro, Francisco Dantas, ocupava o cargo de intendente em Soure. E um parente, o coronel José Américo Camelo de Souza Neto, foi dos mais aguerridos opositores dos canudenses e um dos maiores fornecedores do exército na região. Esses são nomes do clã do barão, sem falar nos aliados e clientes, que aparecem a toda hora nos relatos da guerra.”
Fonte: GALVÃO, Walnice Nogueira. O império do Belo Monte: vida e morte de Canudos. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2001. p. 19, 23, 26. (Adaptado)
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