Com a independência [dos países africanos], não houve uma revalorização da África tradicional?
Houve. Sobretudo nos meios artísticos e intelectuais. Assistiu-se a um renascimento da música, da dança e do teatro tradicionais. A história do continente foi revista com entusiasmo. [...]
Já a posição dos políticos foi na maioria dos casos contraditória. Valorizavam as tradições e o passado. Mas como tradição e passado.
(Alberto da Costa e Silva. A África explicada aos meus filhos, 2008.)
A limitada valorização da África tradicional, pelos políticos, pode ser explicada pela sua disposição de