Com a Novembrada, em 1955, o país tomou conhecimento da existência de tendências de natureza nacionalista e até mesmo democrática no interior das Forças Armadas.
Começava a aproximação dos sargentos com o trabalhismo – mais adiante viriam os marinheiros e os fuzileiros navais. E, nessa hora, o PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) vacilou. Em vez de exigir uma instituição militar despolitizada, estritamente profissional e submissa ao poder civil, os trabalhistas decidiam seguir o caminho já trilhado pela UDN (União Democrática Nacional). Idealizaram um Exército intervencionista, reformista e disposto a ecoar o interesse popular – aos moldes dos tenentes, durante a Primeira República. Só se enxergou a extensão do erro quando ele não tinha mais conserto – em março de 1964.
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling. Brasil: uma biografia, 2015. Adaptado.)
Uma das particularidades do contexto histórico brasileiro a partir da década de 1950, citada no fragmento, foi