Com base na leitura integral da obra “Quarto de despejo: diário de uma favelada”, de Carolina Maria de Jesus, analise as assertivas a seguir.
I. Em uma estrutura de diário, o título da obra “quarto de despejo” constitui-se uma metáfora para a invisibilidade que acompanha os ignorados pelo poder público, de localização periférica e marcados pela marginalização e pela precarização da vida.
II. Tecida cotidianamente, a escrita demarca uma informação identitária da mulher negra e pobre, que, por meio da escrita, rompe os interditos discursivos impostos aos subalternos, cujas práticas de silenciamento advêm do processo de colonização.
III. Demonstra como a arquitetura do poder utiliza vulnerabilidades de determinados grupos sociais para apresentar um ponto de vista determinista, caracterizado pela influência do meio social sobre o ser humano.
IV. Marca o confronto entre o discurso oficial da abolição da escravidão no Brasil e o cotidiano caracterizado pelas marcas deletérias do passado colonial que se expressam nas formas de manutenção de privilégios para determinados grupos sociais.
É correto o que se afirma em