Com efeito, é a partir do Renascimento que a importância da corte cresce em todos os países da Europa, e é entre os séculos XVII e XVIII que esse tipo de organização se torna representativo dos modelos, costumes e da política da época. Foi na França que se desenvolveu a expressão mais perfeita da sociedade da corte, com um argumento cênico aprimorado. Nesse momento, e em Versalhes, deu-se a ligação mais evidente entre “a grandeza do reino e a grandeza da corte”, quando, após o processo de domesticação, a nobreza passaria a orbitar em torno do rei e da corte, que se convertia no centro de sua existência. Era lá que se afirmava o modelo de uma vida sempre pública, por oposição ao modelo burguês do século XIX, e de uma sociedade cujo teatro internalizado reafirmava a cada momento uma rígida hierarquia.
(Lilia Moritz Schwarcz. As barbas do imperador, 1998. Adaptado.)
O texto caracteriza um determinado “modelo de vida” e afirma que ele se opunha a outro, o “burguês do século XIX”. Esses dois modelos podem ser associados, respectivamente,