“(...) Com efeito, em todas as regiões do reino, onde se encontra a lã mais fina e, portanto, a mais cara, os nobres e os ricos – sem falar de alguns abades, santos homens, não contentes de viverem à larga e preguiçosamente das rendas anuais que a terra assegurava aos seus antepassados, sem nada fazerem em favor da comunidade (prejudicando-a, deveríamos dizer) – não deixam mais nenhum lugar para o cultivo, acabam com as granjas, destroem as aldeias (...)”.
Fonte: MORUS, T. Utopia. Porto Alegre: L&PM, 1997, p. 37.
O autor do trecho acima faz uma denúncia sobre os cercamentos ou “enclosures”, uma prática que, na Inglaterra, teve grande impulso no período que antecedeu à Revolução: