Com pequenas exceções, as principais invenções técnicas da primeira fase industrial não exigiram conhecimento científico muito avançado. A partir da metade do século XIX, as coisas se modificaram. O telégrafo estava ligado bem de perto à ciência acadêmica. As tintas artificiais da indústria, um triunfo de síntese de massa química, nasceram de um laboratório de uma fábrica. Como testemunham as novelas de Júlio Verne (1828-1905), o professor tornou-se uma figura industrial mais importante do que nunca: não foi ao grande Louis Pasteur (1822-1895) que os produtores de vinho na França foram procurar para resolver um difícil problema?
(Eric J. Hobsbawm. A era do capital, 1977. Adaptado.)
No entender do historiador, as invenções de tecnologia industrial, a partir da segunda metade do século XIX, derivaram da