Com uma população bastante matizada, composta de brancos, mulatos das mais diversas nuances de tons de pele e de negros recémchegados da África, Salvador era uma ativa praça comercial, que se movimentava intensamente através do trabalho exercido pelos negros. Na sua labuta cotidiana, no vaivém pelas ruas e ladeiras estreitas da área urbana, seja na carga e descarga de embarcações, seja no transporte de pessoas e mercadorias, estabelecidos em certos pontos, esperando fregueses para comprar comidas ou artigos diversos, exercendo diferentes ofícios artesanais, ou desempenhando as várias funções inerentes ao serviço doméstico, o negro, livre ou escravo, esteve participando diretamente da execução das diversas atividades econômicas da cidade.
(ANDRADE, 1988, p. 127-128).
A análise do texto e os conhecimentos sobre as formas de trabalho do africano escravizado e seus descendentes, no Brasil Monárquico, permitem identificar o trabalho