Como decorrência, o modelo exigia o “sindicato único” e sujeito ao controle estatal, uma vez que era reconhecido como o representante de toda uma categoria profissional, o que excedia em muito a seu corpo associativo. Portanto, eram estas duas características articuladas – a unidade e a tutela – que “institucionalizavam” o novo tipo de arranjo associativo, tornando o corporativismo “democrático”, isto é, tornando-o instrumento crucial da “democracia social”; da organização do povo brasileiro. Já para os “empregados”, a tutela e a unidade se impuseram, com a destruição das experiências organizacionais anteriores, muitas vezes de forma violenta. Contudo, isso não impediu que reconhecessem que pela primeira vez na história do Brasil, tinham suas associações respeitadas pelo patronato e seus direitos sociais ampliados e garantidos por lei.
GOMES, A. de C. A política brasileira em busca da modernidade: na fronteira entre o público e o privado. In: NOVAIS, F. A. (coord.) SCHWARZ, L. M. História da vida privada no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 513-514. Adaptado.
O Estado Novo (1937-1945) buscou implantar a organização corporativa da representação política e do acesso ao Estado como recurso para canalizar as demandas sociais, a partir da centralização do poder em um Executivo forte, apto a dirigir, coordenar e implantar o que se denominava “nova democracia”. Porém, a organização corporativa implicava no controle autoritário da manifestação e da atuação política.
Considerando esse contexto, assinale a alternativa que apresenta CORRETAMETE a associação entre controle autoritário e ampliação de direitos sociais.