Como os wearables podem revolucionar nossa vida
Eletrônicos que são uma extensão do nosso corpo, esses são os wearables, que, em breve, vão disputar a nossa atenção e criar necessidades que não tínhamos
Lara Ely
1. A máxima de que a tecnologia invade a vida acabou. Ela agora divide espaço com a vida. Já não pode-
2. mos mais viver sem nossos smartphones e, em pouco tempo, não respiraremos sem relógios inteligentes, sem-
3. sores de movimentos e tênis que se amarram sozinhos. Anunciada como tendência há mais de duas décadas,
4. a tecnologia wearable (que se pode vestir) demorou para decolar, mas prepare-se: daqui a pouco, não vai dar
5. para lembrar como era viver sem ela.
6. Em apenas um dia de venda nos Estados Unidos, o Apple Watch teve todas as 957 mil unidades vendi-
7. das – mas só chega às lojas físicas em junho. Capaz de registrar movimentos como subir escadas ou pegar o
8. filho no colo, enviar a frequência cardíaca ou cutucar a pessoa em quem você está pensando, a tecnologia é
9. precursora do que vem por aí.
10. – Esses relógios permitirão vestir uma revolução, porque proporcionam a experiência de usar tecnologia
11. de forma integrada no nosso dia a dia – explica Cristiano André da Costa, doutor em Ciência da Computação
12. e professor da Unisinos.
13. Na prática, esses equipamentos farão com que os usuários fiquem ainda mais conectados com seus
14. aparelhos. Antes dos smartphones, principalmente do iPhone, não era possível saber que iríamos precisar
15. deles o tempo todo, para tuitar, bater papo, curtir ou compartilhar. Professor da PUCRS e coordenador do La-
16. boratório de Pesquisa em Mobilidade e Convergência Midiática (Ubilab), Eduardo Pellanda diz que a principal
17. mudança é cognitiva:
18. – O impacto disso é que temos mais um foco de atenção. A minha experiência usando o Google Glass
19. e o relógio é que usamos menos o telefone, pois ficamos informados de maneira mais ubíqua (quando se usa
20. quase sem perceber) – conta Pellanda.
21. Embora o termo “computação ubíqua” tenha sido cunhado nos anos 1990 por Mark Weiser, um dos
22. diretores da Xerox, ainda não sabemos as consequências dessa parafernália integrada ao corpo. Apesar de,
23. já naquela época, protótipos parecidos com tablets e smartphones existirem, o relógio inteligente é o
24. primeiro produto da Apple que vai estar “em você” e não “com você”.
25. A maior utilização desses aparelhos – prevista por especialistas para ter uma adesão massiva em três
26. anos no Brasil – coloca ainda mais em pauta a preocupação com a privacidade dos dados gerados, o que irá
27. demandar maior cuidado por parte dos usuários.
28. – Daqui a pouco, será uma coisa de gente normal, não de nerd e geek – ressalta Costa.
Texto publicado no Jornal Zero Hora, em 30 abr. 2015. Disponível em http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/planeta-ciencia/noticia/2015/04/como-os-wearables-podem-revolucionar-nossa-vida-4750990.html. Acesso em 02 maio 2015. Adaptação.
Leia a frase abaixo, extraída do texto, e as propostas de reescrita apresentadas a seguir.
− Esses relógios permitirão vestir uma revolução, porque proporcionam a experiência de usar tecnologia de forma integrada no nosso dia a dia – explica Cristiano André da Costa, doutor em Ciência da Computação e professor da Unisinos. (linhas 10-12)
I – Alega o doutor em Ciência da Computação e professor da Unisinos, esses acessórios consistem em uma revolução, de modo que facultam vivenciar a tecnologia diariamente.
II −– Cristiano André da Costa, doutor em Ciência da Computação e professor da Unisinos, argumenta que: com esses relógios, poderemos vestir uma inovação, que permite incorporar o uso de tecnologia a nossa rotina.
III – Segundo Cristiano André da Costa, doutor em Ciência da Computação e docente da Unisinos, esses relógios possibilitarão vestir uma revolução, pois propiciam a experiência de utilizar tecnologia de modo integrado em nosso cotidiano.
Transformando-se o discurso direto em indireto e considerando o sentido do texto, o vocabulário, a articulação das ideias e as normas da variante linguística culta, pode-se afirmar que está(ão) adequada(s)